Mostrando postagens com marcador Educação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Educação. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 5 de julho de 2016

Afinal, quem "rasgou" a Constituição?

Créditos da imagem nela
Como é de costume, inicio “minhas” reflexões com um intróito, desta vez com esclarecimentos sobre a distância entre o aqui exposto e o senso comum, este é importante em outros aspectos, mas nunca em âmbito cientifico, pois podemos extrair a partir dele respostas erradas (falsa percepção da realidade) gerando diversos preconceitos e “teorias” desmotivadas. Portanto, não trarei uma teoria, dissertarei um teorema, ou seja, demonstrarei que a indagação do título está totalmente equivocada e carregada de emoções particulares, que nada tem a ver com a realidade (que realmente está implícito) do bem comum. Por conseguinte, deixo claro que não defenderei ideologias partidárias, que são hipócritas e se contradizem na maioria, estarei totalmente isento de qualquer ideologia desse escopo, a única que seguirei é a ideologia da humanidade, da condição humana e da pura dignidade da pessoa, evidentemente posicionar-me-ei em uma linha defensiva dela ao escorar-me na intelectualidade kantiana.

  • O porquê

            Há dias, durante e após um episódio brasileiro, uma conjuntura politiqueira, observo nas redes sociais e também no meio social físico, esta frase ou outras semanticamente semelhantes: “Rasgaram a Constituição!”. Antes de adentrar no assunto, e não menos importante, afirmo que não há conceito sem definição, isso fica por conta de corpos sem mentes, o porquê das coisas devem ser claros e motivados, senão seremos apenas animais igualmente aos outros, e não tão irracionais quantos eles, talvez como já dito aqui noutra reflexão (Humanos: tão animais quanto qualquer outro), eles sejam mais racionais que nossa espécie. Sendo assim, devemos entender o que é Constituição, pelo menos o necessário, e por que devemos ser fiel a ela, mesmo possuindo nossas diferenças.

  • O saber cego

            Ao declararem esta afirmação, muitos que a fazem ao menos sabem o significado desse Documento, muito menos o absurdo que dissipam, mesmo que justificado por metáfora, por anseios pessoais, ou por ideologias próprias, ou melhor, uma alienação própria. Uma analogia ao caso é a comparação incoerente entre o Brasil e os Estados Unidos feita por alguns “cidadãos” brasileiros, dois países com sistemas constitucionais diferentes, onde o primeiro é um Estado Democrático de Direito (Art. 1°, caput) e o outro um Estado de Direito, não somente essa diferença, mas a fidelidade à Lei Maior inerente à população estadunidense, a educação da maioria deles, tudo isso, comparado a cultura brasileira há um abismo imensurável. Embora seja plausível visualizar a presença desse desprazer intelectual devido à falta de senso crítico, ainda assim não prescindo de interação racional, pois se faz necessário. Não entrarei em detalhes minuciosos sobre as contradições presentes nestas visões, infelizmente é algo que está em todos os campos de saberes. Além disso, reitero a importância do saber racional, da capacidade de refletir profundamente sobre todas as coisas, faz jus ao título de seres pensantes. Logo, ponderar sobre suas afirmações, teorias, teoremas e “postulados” é tão necessário quanto viver, aliás, viver intensamente é isso, senão a existência estará maculada.

  • A Constituição

            O que é Constituição? Para que serve? Por que devemos respeitar as ideias presentes no texto? O que ela representa? A Constituição é um dos documentos mais importantes do Estado, existindo de qualquer maneira, escrita ou não-escrita, de qualquer sistema ela sempre será o documento mais importante da nação, nela está escrito todo o projeto de futuro de um Estado, bem como a assunção e resguardarmento dos direitos e garantias individuais, algo que historicamente a sociedade lutou pungentemente por isso, o que podemos vagamente recordar como os movimentos constitucionalistas, e também tende a limitar o poder arbitrário, isso dentre outros garantias não menos importante que há no documento. Devemos respeitar as ideias do texto constitucional porque, consequentemente, são as ideias que nossa sociedade estabeleceu para o progresso e integração do bem comum, presume-se então que depois de tantas crises, guerras e conflitos mundiais históricos dos mais terríveis contra a raça humana, os povos de todas as nações buscam a humanidade como forma de crescimento e efetivação da paz mundial. A Constituição, parafraseando Ferdinand Lassale, seria uma mera folha de papel se não representasse o efetivo poder social, mas que poder seria esse diante de tantas diversidades? Acredito veementemente que seria a vontade geral que J. J. Rousseau citou em sua obra O Contrato Social, algo que está protegendo nossa condição humana, ou melhor, numa linha de raciocínio kantiano, algo transcendente, pelo respeito à dignidade da pessoa humana. Portanto, a busca do bem comum, da paz mundial e da ordem é o mínimo que nossa Constituição protege, ela resguarda a humanidade em geral e a democracia dos éticos.

  • Afinal, quem rasgou a Constituição?

            O verbo rasgar tem diversos significados, dentre os mais comuns são a divisão (Houaiss da Lingua Portuguesa, 2006), golpear (Houaiss da Lingua Portuguesa, 2006), sulcar, cavar, desobstruir, torturar, separar e etc. Porém, o sentido usado para o verbo na frase significa certamente o descumprir, ou melhor, “golpear”. Portanto, o equívoco já se inicia aqui, haja vista que o Estado não se desfez, a Constituição permanece intacta, a verdadeira causa não foi o descumprimento dela, foi uma invertida politiqueira, algo que não é de se admirar em uma sociedade corrupta, sim, a sociedade é corrupta, o que reflete em governos corruptos e com aspirações individuais, isso é evidente, um pobre ou honesto não alcançará o poder até que se corrompa e compre votos ou forme aliança com um grupo que já tem práticas deturpadas e etc.
            Como afirmei no início, demonstrarei esse teorema. A princípio trato do artigo 1° da Constituição Federal de 1988, incisos II e III, sobre a cidadania e a dignidade da pessoa humana, que é tão desrespeitada no nosso país pelos próprios “cidadãos”. O que é ser cidadão? Sucintamente, ser cidadão é ter direitos e possuir suas obrigações, mas qual seriam essas obrigações dentro do nosso Estado? Isso é bem amplo, mas sendo específico, uma das nossas obrigações fundamentais que poucos discorrem é possuir a ética e respeito à dignidade da pessoa humana dentro da convivência social, justamente para alcançarmos os objetivos do Estado expressos no art. 3°, inciso I, que é construir uma sociedade livre, justa e solidária, assim como o inciso II do mesmo artigo, erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais, além do inciso IV, que projeta a promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação (Esses me lembram os políticos neofacistas e que pregam o discurso de ódio e intolerância) . Pra quê mais projeto mais humano que esse? Não fique atônito, isso têm na Constituição. Isso não é rotulação, isso se chama aspiração de PAZ. Será mesmo que somente o governo deve cumprir com esses projetos? Respondam.
Retornando aos “rasgamentos”, trago à tona um assunto polêmico, a banalização dos direitos humanos, uma metonímia perigosa que destrói um dos direitos mais importantes por razão de um órgão governamental, mas será que o “cidadão” brasileiro cumpre sua parte? Nossa nação tem um princípio que é a prevalência dos direitos humanos em suas relações, aliás, somos humanos (Art.4°, II)... Há! E defendemos a paz (Art. 4°, VI), isso se presume pelo nosso espírito humano (dignidade geral). Pondero, demasiadamente sobre as indignações dos povos brasileiros sobre seus governos, por que tanta reclamação se não fazem nada para cumprirem as próprias leis?
            Procedendo, sobre os direitos e garantias individuais, algo que só vale para o indivíduo quando ele precisa, senão é absurdo para ele. Analisando o artigo 5° da CRFB/88, observo mais alguns “micro-golpes”, por exemplo, o inciso III, que garante que ninguém será submetido à tortura nem a tratamento desumano ou degradante (Esse é o mais golpeado pelos neofacistas), o inciso XLVII, alínea “a”),” b)” e “e)”, que respectivamente garante que não haverá penas, de morte (Aqui jaz uma grande reflexão), de caráter perpetuo (Por quê?) e cruéis (Seriam as nossas perspectivas implícitas humanas?). Tendo em vista isso, vemos as garantias fundamentais mais relevantes para a condição humana e existencial presente no documento que rege nosso Estado, isso é o mínimo, é só lê-lo e concluirá que realmente não podemos cobrar dos governos algo que a própria população não cumpre. Isso sim é uma crise ideológica saturada de intolerância, carência de decoro e falta de reflexão.
            Em suma, propositalmente não aprofundei no texto constitucional, neste diálogo tive a pretensão de clarear a ignorância e hipocrisia por parte de quem dissipa esse absurdo, que convence qualquer alienado que não pesquisa ou acomodado que só enxerga o superficial, isso tudo só agrava a desinformação e a escassez educacional e intelectual, assim a preguiça de usar o raciocínio e o seu lado humano só tende a ser o novo mal do mundo depois da ausência de prática ou hipocrisia. Não tenho a intenção de pregar isso em vossos cérebros, não sou dogmático, meu único objetivo é que o senso crítico e o pensar virem uma raiz de conhecimento. A dúvida é o primeiro estágio para o saber, este é infinito. Diante de todo esse teorema, indago: Afinal, quem rasgou a Constituição?

domingo, 15 de maio de 2016

Professor Hildegarton dá aula de Física e Música no YouTube!

A iniciativa é do professor Hildegarton Nogueira, graduado em Física na Universidade Federal do Ceará, natural de Aracoiaba, que além de ser um ótimo professor de Física também é um admirável saxofonista e grande conhecedor da teoria musical. O seu intuito é, certamente, expandir o conhecimento sobre a música e ajudar estudantes que possuem dificuldade no conteúdo de Física, até agora o canal possui um vídeo com a primeira aula. Vamos contribuir com a ação solidária do professor, entrem no canal inscrevam-se e aproveitem as aulas gratuitas com um excelente profissional da área, pois conhecer nunca é demais! Segue o link para acesso ao canal:

Tela inicial do canal: https://youtu.be/0GQvg_zFDcQ

Professor Hildegarton; acesso em 14 de maio de 2016.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Ônibus Universitário: uma expressão dos direitos sociais de segunda dimensão

Comissão Universitária, secretário de Educação Emílio Freitas e vereadores Rogério Alexandre e Sidney Guedes

A conquista
Hoje (26), a Comissão Universitária se reuniu com a Secretaria de Educação de Aracoiaba, representada pelo secretário Emílio Freitas, e a Comissão de Educação da Câmara Municipal de Aracoiaba, representada pelos vereadores Rogério Alexandre, Sidney Guedes e José Wilson, para tratar sobre a regulamentação do transporte universitário com percurso à Redenção e à Fortaleza e consequentemente dispor sobre os direitos e deveres dos estudantes no tocante a utilização do serviço, pondo fim as manifestações da Comissão Universitária em busca de lei que regulamentasse o transporte e desse garantia e segurança da continuidade do serviço, tão importante para as classes sociais com difícil acesso ao Ensino Superior. A previsão é para quarta-feira (04/05) ser a lei, formalizada e publicada.
As problemáticas
O acesso ao ensino superior não é, e nunca foi fácil, apesar de existir tantas possibilidades para ingresso em faculdades e universidades, tais como os programas do governo SISU, PROUNI, FIES e vestibulares. A maior questão não é possuir o conhecimento e as competências necessárias para conseguir a aprovação, mas sim a permanência dos estudantes em cursos nos quais ingressarem, pois muitos deles não possuem renda para se sustentar, lugar para ficar próximo às universidades na capital e até mesmo estrutura para adaptação ao ambiente violento, com poluição sonora e com tantos problemas que advém de outros fatores sociais evidentemente presentes na capital. Além disso, geralmente as necessidades que o estudante tem de passar para conseguir qualificação profissional futura entra em conflito com as necessidades de subsistência, acarretando na procura de um emprego para sanar aquelas, o que na maioria das vezes os desestimulam, estatizando os sonhos, ferindo dessa forma a sua dignidade pessoal. Indubitavelmente, não há que se negar que para um jovem que mora no interior, distante das variadas diversidades culturais, educacionais, sociais e políticas entre em conflito quando sai do ensino médio, a problemática principal é: "Estudar ou trabalhar?". Há aqueles que escolhem seguir a intersecção, e descobrem de maneira mais severa o quanto é paradoxal e injusta a sociedade, o primeiro porque quando se fala em desenvolvimento educacional não se pensa na banalização do conhecimento gerada pelas necessidades humanas, injusta quando trata de maneira igual as classes sociais baixas em relação às avançadas.
Os Direitos
Há muitos comentários sem fundamento e hipócritas contra o transporte universitário, esses serão desconsiderados, pois representantes da educação e do poder legislativo que pensam ser um abjeto a disposição do ônibus estão parados no tempo, rastejando na estática sociedade regressiva, afastados dos fundamentos e objetivos da nossa nação, esses estampados em nossa bandeira e em nossa Constituição Federal de 1988 nos artigos 1°, 3° e  6° e outros. Retorno ao título, os benefícios da abertura de possibilidades, especificamente na disposição do transporte universitário surge como expressão dos direitos sociais de segunda e terceira dimensão, enfatizando a liberdade e conforme o jurista José Roberto Dromi teorizando sobre o constitucionalismo do futuro, restringindo à universalidade, que se revela na exterminação de qualquer desumanização e na prevalência do princípio da dignidade da pessoa humana.
O transporte
O transporte universitário, destrói mais ainda a barreira entre o aluno e a universidade, abre um caminho a mais para a educação e o crescimento científico, tecnológico e provavelmente, do desenvolvimento municipal, digo em todos aqueles que também possuem o serviço, que o tomam como forma de incentivo à educação e ampliam este direito social. Em suma, pensar sobre este fato social é pensar em manifestações da educação, em direitos sociais, em benefícios humanos e em igualdade social! Estaremos sempre na luta a favor do progresso e do desenvolvimento humano, social, político e intelectual. 
Agradecimentos
A Comissão Universitária, representada na reunião de hoje (26) pelos universitários Júnior Laureano (Enfermagem), Letícia Ferreira (Odontologia), Sávia Moema Melo (Direito), Matheus Silva, Juliana Eloi (Fisioterapia), Everlan Freitas (Fisioterapia), Yago Nascimento (Direito/ Membro do grupo MDC) e Themístocles Stanton (Música/ Membro do grupo MDC). Todos agradecem ao diálogo pacífico e harmônico com a Secretaria de Educação e com os vereadores presentes que atenderam a causa com grande interesse, visando o melhor para os universitários. Estaremos sempre fiscalizando o serviço e em busca do melhor para a educação e para todos os estudantes que visam um acesso mais facilitado ao ensino superior.

Registro do movimento antecedente a reunião.

sábado, 26 de dezembro de 2015

Aracoiaba: O agir de uma juventude em ascensão.

Da esquerda para a direita: Glaubson Oliveira, Crislanny Leandro, Cinara Alves, Francisco Pinheiro, Stênio de Lima, Jhonatan Carvalho e Yago Nascimento.

Desde o I Congresso da Juventude de Aracoiaba que nos indagamos sobre a relevância dessa iniciativa para o município, não negamos que por alguns momentos desacreditamos fundado em  várias questões, mas o que nos fez reverter a descrença foi o olhar não pejorativo sobre as ações do homem, buscamos mais uma vez o lado bom das atitudes humanas, pois não queremos morrer estando vivo e passar nossa história como mais um que vive por razões individuais e egoístas, pois isso destrói a nossa futura geração e consequentemente o nosso habitat.
Passamos por uma grande crise ignorada, uma devastadora crise social. Neste mundo cheio de maldades onde as aspirações benignas são banais e utópicas por vivermos uma realidade na qual não fazemos nada para mudar. As guerras, as corrupções diversas, as desigualdades sociais, os preconceitos que geram as violências e tantos outros problemas que seriam resolvidos com a razão humana através do diálogo pautado no respeito ao próximo. Por isso que nossa crença reformulou-se e damos a nossa contribuição para fazermos parte das atitudes que acreditamos que trará a mudança em escala local e futuramente em escalas maiores. O grupo da juventude de Aracoiaba depois do congresso iniciou suas ações, demonstrando a quebra da normose e das palavras sem ação (hipocrisia), colocaram a praxe como ideia principal. Dessa forma, o grupo contribuiu para o Natal de Luz do município com músicas e encenações após a apresentação do concerto da Orquestra Municipal de Aracoiaba em uma noite brilhante. Em seguida o grupo organizou-se e realizou a sua segunda ação, a mais bela ação, por pensar no lado humano que é o principal para solucionar vários problemas sociais, por pensar na solidariedade, por pensar acima de tudo no amor ao próximo. O ato de levar o natal para pessoas que passam por dificuldades, visitando os pacientes do Hospital do município e proporcionando a eles a compaixão, os sorrisos e as emoções, com mensagem de força e músicas natalinas que pudessem mostrá-los que o amor e a esperança ainda existem no nosso meio, que o lado humano não se perdeu sob as maldades e facilidades que a globalização acarreta, que é possível o elevar de nossa condição humana, é viável a paz. Tendo em vista isso que passamos a acreditar que a juventude de Aracoiaba não somente pensa, ela está agindo com seu lado humano e está buscando agregar suas ações e atitudes em prol de uma nova finalidade, o desenvolvimento social e humano. Portanto, não vemos o interesse individual sobressaindo o coletivo, analisamos que o bem comum está como fundamento e raiz de toda a ação da juventude de Aracoiaba. Almejamos o crescimento do grupo e que as ações continuem pautadas nos valores e princípios que os próprios jovens construíram. Parabenizamos a coordenadoria da juventude do município e nos dispomos no que for preciso para ajudar, pois estamos por quem não só defende no bem comum, mas também em quem o busca através da prática.









Juventude que participou do I Congresso da Juventude de Aracoiaba

Apresentação da Orquestra Jovem no I Congresso da Juventude, sob à regência do Maestro Themístocles Stanton

Primeira reunião de elaboração do plano de ação da juventude.

Jovens que participaram da reunião.

Jovens que participaram da reunião.


Apresentação da Orquestra Municipal de Aracoiaba no evento Natal de Luz do município.

Orquestra interagindo com o público.

Apresentação do coral da juventude no Natal de Luz.




Apresentação do coral da juventude.

Apresentação da encenação sobre o nascimento de Jesus.






Preparação para a visita aos pacientes do Hospital do município.

Música para os pacientes.


Juventude e os enfermeiros do hospital.





Da esquerda para a direita: Glaubson Oliveira, Crislanny Leandro, Cinara Alves, Francisco Pinheiro, Stênio de Lima, Jhonatan Carvalho e Yago Nascimento.



sexta-feira, 11 de setembro de 2015

E.E.M Almir Pinto de Aracoiaba. III Colóquio: Terceirização, boa pra quem?

A Escola de Ensino Médio Almir Pinto realizou ontem (10/09) com iniciativa da professora Maria Olga o III Colóquio da escola, todos os outros anteriores também realizado e ministrado pela professora. Nesse colóquio foi debatido os benefícios e malefícios que a terceirização, especificamente o PL n° 4330/2004 acarretará, que dispõe sobre o contrato de prestação de serviço a terceiros e as relações de trabalho dele decorrentes. Três alunos da escola foram convocados para demonstrar os prós, os contras e a imparcialidade, respectivamente os alunos Hiago Brito, Matheus Noronha e Rebeca Oliveira. Foram convidados para opinar sobre o assunto Rafael Câmara, graduado em Direito e inscrito na OAB/CE, também Yago Nascimento, aluno do curso de Direito, o presidente do sindicato dos servidores públicos de Aracoiaba, Isaias Junior Braz e quando a palavra facultada o professor Valdemberg Rodrigues e a professora e diretora Maria Meiryvan de Oliveira. Nenhuma autoridade estava presente no evento, muito menos os que deveriam ter mais interesse, o poder legislativo.
O colóquio é muito relevante não só para os alunos da escola supracitada, mas também para a população em geral, que tomará conhecimento do que a mídia oculta, participando assim das decisões legislativas de forma integral, podendo promover ações contra ou a favor dos projetos que tramitam sob os olhos do povo. O ápice da polêmica sobre o tema está na terceirização das "atividades-fins", que é amplamente discutido a definição, atividades essas essenciais para o funcionamento de uma empresa. Atualmente há apenas a súmula 331 do TST interpretando sobre a terceirização das "atividades-meio", que são definidas como aquelas não essenciais para o funcionamento da empresa, tais como serviços de limpeza, vigilância e conservação, sendo que esta súmula é apenas uma interpretação que os juízes podem valer-se ou não, isso quando proferida uma decisão processual de uma reclamação trabalhista. O colóquio iluminou a distinção entre contrato temporário e terceirização que são modalidades confundidas no nosso meio social. Além disso acrescentamos ao introito a necessidade de permanecer ou não a terceirização, pois para os que são contra ela aniquila por geral os direitos trabalhistas e põe em inobservância à CLT. 
Queremos parabenizar pela iniciativa do evento, não só deste ano, mas também dos anos que passaram, pois apesar de muitos sites e blogs de notícias e a própria administração não contribuir para a informação do povo, agentes educacionais ainda acreditam na discussão respeitosa para promoção de um desenvolvimento econômico, educacional e estrutural no país, iniciando no município e expandindo para o Brasil em geral. Parabéns à EEM Almir Pinto, especialmente a professora Olga por tantas ações educacionais como essa. Esperamos que nos próximos colóquios as autoridades estejam presentes e divulguem para a população de Aracoiaba conhecer mais sobre temas de interesse nacional, pois se cada município fizer sua parte, o país tende a crescer. EDUCAÇÃO NÃO É SÓ NÚMEROS, É MAIS QUE ISSO, É TUDO! 
Informar também é compromisso com o crescimento, mas não qualquer informação, esta deve ser ampla de verdade e oxigenada com razão.