Mostrando postagens com marcador Mudança. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mudança. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Ônibus Universitário: uma expressão dos direitos sociais de segunda dimensão

Comissão Universitária, secretário de Educação Emílio Freitas e vereadores Rogério Alexandre e Sidney Guedes

A conquista
Hoje (26), a Comissão Universitária se reuniu com a Secretaria de Educação de Aracoiaba, representada pelo secretário Emílio Freitas, e a Comissão de Educação da Câmara Municipal de Aracoiaba, representada pelos vereadores Rogério Alexandre, Sidney Guedes e José Wilson, para tratar sobre a regulamentação do transporte universitário com percurso à Redenção e à Fortaleza e consequentemente dispor sobre os direitos e deveres dos estudantes no tocante a utilização do serviço, pondo fim as manifestações da Comissão Universitária em busca de lei que regulamentasse o transporte e desse garantia e segurança da continuidade do serviço, tão importante para as classes sociais com difícil acesso ao Ensino Superior. A previsão é para quarta-feira (04/05) ser a lei, formalizada e publicada.
As problemáticas
O acesso ao ensino superior não é, e nunca foi fácil, apesar de existir tantas possibilidades para ingresso em faculdades e universidades, tais como os programas do governo SISU, PROUNI, FIES e vestibulares. A maior questão não é possuir o conhecimento e as competências necessárias para conseguir a aprovação, mas sim a permanência dos estudantes em cursos nos quais ingressarem, pois muitos deles não possuem renda para se sustentar, lugar para ficar próximo às universidades na capital e até mesmo estrutura para adaptação ao ambiente violento, com poluição sonora e com tantos problemas que advém de outros fatores sociais evidentemente presentes na capital. Além disso, geralmente as necessidades que o estudante tem de passar para conseguir qualificação profissional futura entra em conflito com as necessidades de subsistência, acarretando na procura de um emprego para sanar aquelas, o que na maioria das vezes os desestimulam, estatizando os sonhos, ferindo dessa forma a sua dignidade pessoal. Indubitavelmente, não há que se negar que para um jovem que mora no interior, distante das variadas diversidades culturais, educacionais, sociais e políticas entre em conflito quando sai do ensino médio, a problemática principal é: "Estudar ou trabalhar?". Há aqueles que escolhem seguir a intersecção, e descobrem de maneira mais severa o quanto é paradoxal e injusta a sociedade, o primeiro porque quando se fala em desenvolvimento educacional não se pensa na banalização do conhecimento gerada pelas necessidades humanas, injusta quando trata de maneira igual as classes sociais baixas em relação às avançadas.
Os Direitos
Há muitos comentários sem fundamento e hipócritas contra o transporte universitário, esses serão desconsiderados, pois representantes da educação e do poder legislativo que pensam ser um abjeto a disposição do ônibus estão parados no tempo, rastejando na estática sociedade regressiva, afastados dos fundamentos e objetivos da nossa nação, esses estampados em nossa bandeira e em nossa Constituição Federal de 1988 nos artigos 1°, 3° e  6° e outros. Retorno ao título, os benefícios da abertura de possibilidades, especificamente na disposição do transporte universitário surge como expressão dos direitos sociais de segunda e terceira dimensão, enfatizando a liberdade e conforme o jurista José Roberto Dromi teorizando sobre o constitucionalismo do futuro, restringindo à universalidade, que se revela na exterminação de qualquer desumanização e na prevalência do princípio da dignidade da pessoa humana.
O transporte
O transporte universitário, destrói mais ainda a barreira entre o aluno e a universidade, abre um caminho a mais para a educação e o crescimento científico, tecnológico e provavelmente, do desenvolvimento municipal, digo em todos aqueles que também possuem o serviço, que o tomam como forma de incentivo à educação e ampliam este direito social. Em suma, pensar sobre este fato social é pensar em manifestações da educação, em direitos sociais, em benefícios humanos e em igualdade social! Estaremos sempre na luta a favor do progresso e do desenvolvimento humano, social, político e intelectual. 
Agradecimentos
A Comissão Universitária, representada na reunião de hoje (26) pelos universitários Júnior Laureano (Enfermagem), Letícia Ferreira (Odontologia), Sávia Moema Melo (Direito), Matheus Silva, Juliana Eloi (Fisioterapia), Everlan Freitas (Fisioterapia), Yago Nascimento (Direito/ Membro do grupo MDC) e Themístocles Stanton (Música/ Membro do grupo MDC). Todos agradecem ao diálogo pacífico e harmônico com a Secretaria de Educação e com os vereadores presentes que atenderam a causa com grande interesse, visando o melhor para os universitários. Estaremos sempre fiscalizando o serviço e em busca do melhor para a educação e para todos os estudantes que visam um acesso mais facilitado ao ensino superior.

Registro do movimento antecedente a reunião.

sábado, 26 de dezembro de 2015

Aracoiaba: O agir de uma juventude em ascensão.

Da esquerda para a direita: Glaubson Oliveira, Crislanny Leandro, Cinara Alves, Francisco Pinheiro, Stênio de Lima, Jhonatan Carvalho e Yago Nascimento.

Desde o I Congresso da Juventude de Aracoiaba que nos indagamos sobre a relevância dessa iniciativa para o município, não negamos que por alguns momentos desacreditamos fundado em  várias questões, mas o que nos fez reverter a descrença foi o olhar não pejorativo sobre as ações do homem, buscamos mais uma vez o lado bom das atitudes humanas, pois não queremos morrer estando vivo e passar nossa história como mais um que vive por razões individuais e egoístas, pois isso destrói a nossa futura geração e consequentemente o nosso habitat.
Passamos por uma grande crise ignorada, uma devastadora crise social. Neste mundo cheio de maldades onde as aspirações benignas são banais e utópicas por vivermos uma realidade na qual não fazemos nada para mudar. As guerras, as corrupções diversas, as desigualdades sociais, os preconceitos que geram as violências e tantos outros problemas que seriam resolvidos com a razão humana através do diálogo pautado no respeito ao próximo. Por isso que nossa crença reformulou-se e damos a nossa contribuição para fazermos parte das atitudes que acreditamos que trará a mudança em escala local e futuramente em escalas maiores. O grupo da juventude de Aracoiaba depois do congresso iniciou suas ações, demonstrando a quebra da normose e das palavras sem ação (hipocrisia), colocaram a praxe como ideia principal. Dessa forma, o grupo contribuiu para o Natal de Luz do município com músicas e encenações após a apresentação do concerto da Orquestra Municipal de Aracoiaba em uma noite brilhante. Em seguida o grupo organizou-se e realizou a sua segunda ação, a mais bela ação, por pensar no lado humano que é o principal para solucionar vários problemas sociais, por pensar na solidariedade, por pensar acima de tudo no amor ao próximo. O ato de levar o natal para pessoas que passam por dificuldades, visitando os pacientes do Hospital do município e proporcionando a eles a compaixão, os sorrisos e as emoções, com mensagem de força e músicas natalinas que pudessem mostrá-los que o amor e a esperança ainda existem no nosso meio, que o lado humano não se perdeu sob as maldades e facilidades que a globalização acarreta, que é possível o elevar de nossa condição humana, é viável a paz. Tendo em vista isso que passamos a acreditar que a juventude de Aracoiaba não somente pensa, ela está agindo com seu lado humano e está buscando agregar suas ações e atitudes em prol de uma nova finalidade, o desenvolvimento social e humano. Portanto, não vemos o interesse individual sobressaindo o coletivo, analisamos que o bem comum está como fundamento e raiz de toda a ação da juventude de Aracoiaba. Almejamos o crescimento do grupo e que as ações continuem pautadas nos valores e princípios que os próprios jovens construíram. Parabenizamos a coordenadoria da juventude do município e nos dispomos no que for preciso para ajudar, pois estamos por quem não só defende no bem comum, mas também em quem o busca através da prática.









Juventude que participou do I Congresso da Juventude de Aracoiaba

Apresentação da Orquestra Jovem no I Congresso da Juventude, sob à regência do Maestro Themístocles Stanton

Primeira reunião de elaboração do plano de ação da juventude.

Jovens que participaram da reunião.

Jovens que participaram da reunião.


Apresentação da Orquestra Municipal de Aracoiaba no evento Natal de Luz do município.

Orquestra interagindo com o público.

Apresentação do coral da juventude no Natal de Luz.




Apresentação do coral da juventude.

Apresentação da encenação sobre o nascimento de Jesus.






Preparação para a visita aos pacientes do Hospital do município.

Música para os pacientes.


Juventude e os enfermeiros do hospital.





Da esquerda para a direita: Glaubson Oliveira, Crislanny Leandro, Cinara Alves, Francisco Pinheiro, Stênio de Lima, Jhonatan Carvalho e Yago Nascimento.



sábado, 7 de novembro de 2015

Humanos: Tão animais quanto qualquer outro.



Ah! Os humanos, únicos seres vivos dotados de racionalidade, criados à imagem e semelhança de Deus, ou a espécie sortuda que via seleção natural conseguiu evoluir de tamanha forma a ponto de dominar sobre o planeta terra, desenvolvendo tecnologias, possuindo uma gramática única. Quão especiais são os seres humanos, mas o que vem acontecendo com eles nesses séculos? eram tão sociáveis.
Hoje estava em uma parada de ônibus em Fortaleza, quando chegou um senhor bastante eufórico. Tendo em sua mão um envelope com o logo do Hospital Haroldo Juaçaba (O Hospital do Câncer). Havia na mesma parada algumas outras pessoas. Ele indagou, dirigindo-se a qualquer que quisesse responder, se alguém poderia o informar quando viesse seu ônibus, pois não sabia ler.
            Mas ninguém o deu atenção. Dispus-me a comunicá-lo. Logo começou a contar o que parecia saltitar de sua boca, muito inquieto. Disse que acabara de vencer uma batalha em sua vida, que todos os anos retornava ao hospital para mapear o estado de seu câncer, porém essa seria a ultima vez que se submetia a esse transtorno, seu médico disse que estava curado.
Isso me faz refletir o quanto estamos às cegas nos preocupando somente com nós mesmos, na escuridão em busca de coisas supérfluas. Estou certo que dinheiro não compra a felicidade, mas compra um telescópio com abertura de 200 mm, ou um violino modelo Stradivarius feito por Luthier. Mas é preciso muito mais que dinheiro, temos que ter afeto com o outro. Onde estão seus valores, sejam religiosos ou morais. É preciso muito mais que conhecimento técnico, note que os maiores pensadores não estavam preocupados somente em calcular a área sob uma curva por meio de integrais, eles estavam também preocupados com o rumo que nossas relações iriam tomar.

Aproveito o ensejo de uma postagem recente do Blog(http://migre.me/s347I), onde é discorrido sobre o processo de deterioração dos valores humanos, observa-se que nossa essência esta sendo minguada, nos aproximamos a galope em direção ao ser primitivo, não diferente de qualquer outra espécie, com características puramente animalescas. Talvez até esteja sendo injusto como pobre cão, tão fiel ao seu dono, ou a injustiçada árvore, que nos dá oxigênio e sombra em troca de ter suas semelhantes devastadas. Perdoe-me mãe natureza...
            Busquemos o progresso conjunto e não o retrocesso individual. Os convido a uma profunda reflexão sobre nossas atitudes.

sábado, 10 de outubro de 2015

As músicas desprovidas de valores são narcóticos racionais.

Em todos os meus escritos sempre dou uma breve introdução, pois não pretendo ser mal interpretado e depois acabarem vindo me metralhar sem o verdadeiro conhecimento do que quis repassar. Me considero um humanista ou realista, não sei bem ao certo como me defino, nunca me ponho como possuidor da verdade absoluta, me ponho como alguém que visa a permanência da raça humana racional, sou defensor disso, mesmo ainda engatinhando no espaço da razão. Assim faço minhas considerações iniciais. O pensamento cético e crítico é, e sempre foi, o que elevou ou regrediu o nosso espaço social. Muitos homens que encontraram-se com a luz do saber e do fim humano deixaram suas contribuições, que por muitas vezes, são tidas como algo desprezível ou utópico, por ser essas radicais, do latim radicalis, como base e raízes, algo fundamental para as relações humanas e para o raciocínio promissor. Mas devemos relevá-las, dá-las a devida necessidade e inerência que o homem deve possuir como um ser social.
A capa deste blog possui a seguinte frase dita por Aristóteles: "A música é celeste, de natureza divina e de tal beleza que encanta a alma e a eleva acima de sua condição". É linda e verdadeira essa frase, a música da qual ele cita, essa que nos transmite algo além da compreensão do senso comum, quem faz e sabe escutá-la, quem realmente a conhece ratifica a elevação da condição da alma, que consequentemente tem o poder de mudar o homem, quando bem feita, quando bem racionalizada e mais belo quanto a interdisciplina. Queria muito que tudo isso fosse real no nosso plano atual, que a música fosse realmente a beleza que nos eleva como seres humanos, infelizmente devo afirmar que isso é pouco reconhecido. Sempre existiram músicas que não coubesse nesse contexto, para mim, neste momento é prescindível o conceito de música, mas sim o que essa pode influenciar no nosso corpo social. Para ser mais objetivo tratarei do conteúdo desprovido de qualquer valor, que tanto os homens falam, mas não sabem o seu significado, neste momento, faz jus defini-lo. Os valores é a substancia essencial para o meio social, é a moral em conjunto com a ética que permitem a convivência saudável em sociedade.  Dito isso, iniciaremos o desconforto do senso comum.
Assim como as drogas lícitas que causam o prazer momentâneo e artificial nos homens, algumas músicas também o fazem, isso é imperceptível e ignorado pelo sujeito que utiliza dessa droga, pois os conteúdos destas são mascarados por ritmos que causam uma anestesia nos seres que a consomem, assim como narcóticos, é uma patologia, muitas vezes hereditária e endêmica. Se caso fosse algo que o sujeito a usasse e fizesse mal só a si, mesmo não querendo ver o mau do próximo, eu o aceitaria, por puro respeito. Porém, não é o caso, pois as consequências dessas drogas são inter-homens, são, no mínimo destruidoras e silenciosas do meio social. As letras das "músicas" desprovidas de valores e banalizadas, que tornam um instrumento tão poderoso que é esta, penetrar de forma indevida a mente e por fim as condutas humanas. Não trato isso como pré-conceito, mas sim, como uma análise que desconforta o senso comum, argumentarei em seguida, todos buscam a paz, todos buscam o seu crescimento individual, mas poucos sabem que as forças exteriores afetam diretamente nesses desejos, muitas vezes, as condutas dos sujeitos que procuram a paz e bem-estar são desconexas com o que almejam, é óbvio, é muito fácil falar. Voltando aos aspectos das músicas narcóticas, refiro-me àquelas que além de destruírem a imagem feminina, destroem também os mais fortes sentimentos que devíamos preservar, tais como o amor, o gostar, os afetos, os laços, os vínculos e qualidades como as virtudes que sanaria muito os nossos problemas. Como supracitei o efeito dessas drogas são silenciosas e aos poucos vão cumulando, fomentando mais ainda os fatos sociais. A pedofilia, o infanticídio, o feminicídio, o tráfico, os diversos delitos sociais são reforçados e apoiados por esse tipo de música, que para muitos são produtos e objetos de diversão, mas como disse é uma droga, e esta confunde e vicia. As apologias são implícitas, bem compreende quem é elevado educadamente, surgem do sofrimento, assim como qualquer droga. Por conseguinte, refutarei aqui quem diz que questão de gosto não se discute, como assim? Então, se fosse questão de gosto não teríamos mais Matemática, História, Português e outras disciplinas essenciais, pois o gosto dos "alunos" são bem expressado em pesquisas. Continuo, o nosso ar está cheio de bactérias, o nosso meio deve saber remediar, pois nem tudo que é prazeroso convém, haja vista que nem tudo que é bom para os sentidos faz bem. Minha crítica é para todas essas músicas que destroem os valores e põe em risco o esperado fim por si mesmo, é mais que uma questão de racionalidade calculadora, é a liberdade limitada reciprocamente, pois assim se terá a liberdade relativa completa, esta individual. Em suma, reitero a importância do ensino da música nas escolas, principalmente a interdisciplina, pois oxigena a educação do individuo, não sendo apenas números ou textos e fórmulas decoradas que nada contribui para o profissionalismo e ética futura do homem, ou até mesmo, para o bem-estar social. Creio que, os direitos naturais do homem, e a convivência harmoniosa é feita de condutas e limites no outro, pois a minha liberdade influi diretamente na do outro. Quer se drogar? Use fone de ouvido!
P.S: As críticas sempre são aceitas, mas critique com raciocínio e respeito.